|
Vale do Anhangabaú
É impossível
afirmar quando o Vale do Anhangabaú foi fundado, mas os primeiros
registros mostram que, em 1751, o governo estava preocupado com um vale
aberto por Tomé Castro na região entre o rio e um lugar onde se tratava a
água chamado "Nhagabaí".
Mas até 1822
a região não passava de uma chácara pertencente ao Barão de Itapetininga
(depois da Baronesa de Itu), onde se vendia agrião e chá. Lá, os moradores
precisavam atravessar a Ponte do Lorena para chegar do outro lado do
morro, dividido pelo rio. Como esse caminho era muito tortuoso, foi
transformado em rua em 1855, era a Rua Formosa.
Por volta de
1877, começou a que pode ser considerada "urbanização" da área, com a
idealização do Viaduto do Chá (inaugurado somente em 1892), a subseqüente
desapropriação de chácaras no local e o projeto do engenheiro Alexandre
Ferguson de construir 33 prédios de cada lado do vale para serem alugados.
Curiosidades:
* O nome
Anhangabaú tem várias possíveis origens e alguns significados diferentes,
confira:
- Anhanga: o mesmo que anhã. Gonçalves Dias escreveu Anhangá,
talvez por necessidade do verso;
- Anhangaba: diabrura, malefício, ação do diabo ou feitiço;
- Anhangabahú: anhangaba-y, rio do malefício da diabrura, do
feitiço;
- Anhangabahy: o mesmo que anhanga-y, rio ou água do mau
espírito.
* No século
XVII, as águas do Anhangabaú eram usadas para as necessidades caseiras:
lavar roupas e objetos e até mesmo tomar banho. O rio hoje está canalizado
mas suas nascentes estão ao ar livre, entre a Vila Mariana e o Paraíso,
desaguando no Tamanduateí.
Depois de
muito tempo de total descuido, em 1910, foi feito o ajardinamento do Vale
do Anhangabaú, resultando na formação do Parque do Anhangabaú. Ele foi
reformulado na primeira gestão do prefeito Prestes Maia(1938–1945), com a
criação de ligações subterrâneas à Praça Ramos de Azevedo e a Praça
Patriarca. Esta última passagem é hoje conhecida como Galeria Prestes
Maia.
|