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Serra da Cantareira

Núcleo Pedra Grande

Este foi o primeiro núcleo do Parque Estadual da Cantareira aberto ao público em 1989, apresenta infra-estrutura de portaria, bilheteria, guarita, sanitários, audiovisual, anfiteatro, museu, áreas de piquenique e trilhas de interpretação da natureza, permitindo o desenvolvimento de atividades voltadas tanto para o público geral, como para o público escolar. Realiza agendamentos todos os semestres para escolas, agências de eco-turismo entre outros.

As trilhas existentes no Parque Estadual da Cantareira - Núcleo Pedra Grande caracterizam-se principalmente por oferecer a oportunidade ao visitante de um contato direto com a Mata Atlântica, mesmo estando apenas a 10 km da Praça da Sé, o coração geográfico de São Paulo.

A Trilha das Figueiras possui 1.200m de percurso variando de suave à íngreme, onde o visitante pode observar as árvores altas que deram o nome à trilha e possivelmente bugios alimentando-se de seus frutos, poderá ver também curiosos matacões (granitos) que sofrem o fenômeno denominado de esfoliação esferoidal, onde as rochas apresentam fendas.

A Trilha da Bica possui 1.500 m de percurso suave, circundando uma microbacia hidrográfica em que o visitante pode refrescar-se com a água da bica e observar, além de muitos pássaros, um bando de quatis que freqüenta a área.

A Trilha da Pedra Grande, possui o maior percurso, que é de 9.500 m. Trata-se de uma antiga estrada que teve seu asfalto preservado. O ponto alto da trilha é a Pedra Grande, um grande afloramento rochoso de granito, onde devido à sua posição geográfica, permite que a Cidade de São Paulo seja vista do Norte para o Sul. Em dias claros pode-se ver trechos da Serra do Mar além da cidade. Essa trilha também dá acesso ao Lago das Carpas, agradável área para prática de exercícios físicos e apreciação dos peixes existentes no lago.

Núcleo Águas Claras


O Núcleo Águas Claras é mais um núcleo de visitação e educação ambiental do Parque Estadual da Cantareira. A implantação de tal área já estava prevista no Plano de Manejo do Parque desde 1974, mas somente em 2000, através de uma parceria entre o Instituto Florestal e a Congregação das Associações da Serra da Cantareira (CASC) é que tal área pode vir a ser aberta ao público.

O nome Água Claras deriva da microbacia em que a área está inserida, que é formada pelo ribeirão Águas Claras. Localizado no município de Mairiporã, que tem 80% de usa área decretada como Área de Proteção aos Mananciais, tal área tem por objetivo proporcionar aos moradores da Grande São Paulo não apenas um contato direto com a floresta de maior biodiversidade do planeta – a Mata Atlântica, mas também de resgatar a memória sobre a cultura das águas.

O Núcleo conta com administração, portaria, bilheteria, estacionamento, centro de visitantes, audiovisual e trilhas interpretativas, além da comunicação por trilha com o Núcleo Pedra Grande, onde o visitante também poderá conhecer a exuberante vista da cidade no mirante que leva o nome do núcleo, além da placidez do Lago das Carpas.

A Trilha das Águas Claras com seus quase 700m, percorre a mata ciliar no ribeirão de mesmo nome, levando o visitante a uma pequena bica e a pequenas corredeiras e quedas d'água, além do Recanto das Águas, onde o visitante poderá sentar-se sob a sombra das árvores e perceber o barulho incessante das florestas.

Pela Trilha da Samambaia-açú há a caminhada de aproximadamente 1.250m por uma fabulosa alameda de samambaias, onde essas plantas de até 2,5m de altura, margeiam a trilha sombreando-a.

A Trilha das Araucárias com cerca de 1.250m é toda ladeada de pinheiros-do-paraná, cujo nome científico é Araucária sp. Esta é a única espécie de pinheiro nativa do Brasil. Os majestosos pinheiros foram introduzidos no Parque no final do século XIX, quando experimentos de silvicultura eram realizados na área. Além do pinheiro-do-paraná, poderão ser observados outros tipos de pinheiros do gênero Pinus. Atualmente, sabe-se que não é correto introduzir espécies exóticas em áreas naturais protegidas, porém o plantio realizado no passado, permite observar o desenvolvimento conjunto da mata nativa com o pinus.

A suçuarana (onça parda) é o maior felino encontrado no Parque Estadual da Cantareira, e a existência de tal animal na área é motivo de grande orgulho para os conservacionistas, afinal estamos dentro da maior metrópole da América Latina. No Núcleo Águas Claras foram encontrados rastros deste majestoso animal, daí uma das trilhas ter recebido o nome de Trilha da Suçuarana, embora a visualização do animal não seja possível por se tratar de espécie de hábitos noturnos. Com aproximadamente 1.200m de extensão o visitante percorrerá bosques de pinheiros e de mata ciliar com árvores de até 30m.

Núcleo Engordador


Este foi o segundo núcleo do Parque Estadual da Cantareira aberto à visitação pública e às atividades de educação ambiental, em duas etapas de 1992 à 1995 quando foi fechado e mais tarde, em 1997 quando uma importante parceria entre o Instituo Florestal e Furnas Centrais Elétricas permitiu sua reabertura ao público. Possui portaria, bilheteria, sanitários, área de piquenique, centro de visitantes, audiovisual e, claro, as maravilhosas trilhas de interpretação da natureza.

O curioso nome Engordador, deve-se ao fato de ter existido no final do século XVII, uma fazenda onde era realizada a "engorda" do gado que ali chegava. É por isso que depois da desapropriação para abastecimento de água a região ganhou o nome de Engordador.

O Núcleo Engordador é o resultado de uma compensação ambiental de Furnas Centrais Elétricas com o acompanhamento técnico do Instituto Florestal, por ocasião, em 1987, das obras de instalação de torres de transmissão de energia elétrica na área do Parque Estadual da Cantareira, ligando os trecho Guarulhos à Ibiúna.

As trilhas existentes no Núcleo Engordador caracterizam-se principalmente por oferecer a oportunidade ao visitante de um contato direto com a Mata Atlântica, mesmo estando no município de São Paulo.

A trilha da Cachoeira possui aproximadamente 6,5 km, cujo percurso passa por algumas cachoeiras e cruza o Rio Engordador diversas vezes. Na sua parte mais alta encontra-se o antigo tanque de captação d'água da Sabesp.

A trilha do Macuco possui cerca de 700 m de percurso leve, passando por entre os canos que faziam parte do antigo sistema de abastecimento de água. Acompanha riacho, permite visualizar solo hidromórfico e mata ciliar.

A trilha de Mountain Bike, com 1.400m de percurso variando de leve à íngreme, passando por espécies da mata Atlântica demonstrando ao final o contraste do ambiente natural com a Torre de Furnas necessária a transmissão de energia elétrica, seu objetivo educacional é justamente a reflexão sociedade x natureza. É a única trilha para prática de ciclismo, todas as outras são para caminhadas.

 
Como chegar | Informações



Metrô + Ônibus
*:  Metrô: Estação Santana (Linha 1 - Azul) | Ônibus: Linha 1756 - Metrô Santana - PEDRA BRANCA

* Este trajeto liga o Metrô Santana às proximidades do Parque do Horto e do Núcleo Pedra Grande, da Serra da Cantareira.  Para acessar outros núcleos da Serra se informe sobre qual melhor trajeto ligando para 11-6231-8555 ramal 2154/2155
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Núcleo da Pedra Grande
Como Chegar:
Acesso pela Marginal Tietê até Av. Eng.º Caetano Alvares, (edifício do jornal "O Estado de São Paulo) seguindo pela av. Santa Ignês, av Luís Carlos Gentille de Laet , no cruzamento entrar a esquerda seguindo a rua do Horto até o nº 1799 - zona norte da capital paulista. Maiores informações pelo telefone 6231-8555 ramal 2154/2155

Núcleo das Águas Claras
Como Chegar:
O acesso ao Núcleo Águas Claras é feito pela Marginal Tietê até a ponte do Limão, seguindo pela Av. Engenheiro Caetano Alvares, Av Água Fria até a Av. Nova Cantareira, seguindo-se em frente pela Av. José Ermírio de Moraes. O Núcleo fica próximo à divisa dos municípios de São Paulo e Mairiporã, um pouco antes do portal de Mairiporã. Maiores informações pelo telefone 6231.8555 ramal 236.

Núcleo do Engordador
Como Chegar:
Acesso pela Rodovia Fernão Dias, até o Km 79 sentido SP-BH, entrar na alça de acesso para a Av. Coronel Sezefredo Fagundes, n.º 19.100 - sentido Mairiporã. Próximo à Pedreira Itacema.
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