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Mosteiro São Bento
Os monges beneditinos
chegaram à São Paulo em 1598. A Companhia de Jesus e a Ordem do Carmo eram
as únicas ordens religiosas em São Paulo.
Fr. Mauro Teixeira foi o primeiro beneditino a chegar à São Paulo. Natural
da cidade de São Vicente, ele foi discípulo direto do jesuíta Pe. José de
Anchieta. Após a morte de seus familiares pelos índios tamoios, num ritual
de canibalismo, Fr. Mauro entrou no Mosteiro de São Bento da Bahia.
Terminada sua formação monástica, o Padre Provincial Fr. Clemente das
Chagas o envia à São Paulo, onde funda uma pequena ermida, núcleo inicial
da presença dos beneditinos na cidade.
Logo em seguida, vem o Pe. Fr. Mateus da Ascenção edificar um mosteiro e
formar o primeiro núcleo comunitário.
Assim que ele chegou, a Câmara Municipal doou, em 9 de maio de 1600, um
pedaço de terra que situava-se "no lugar mais ilustre da vila, depois do
Colégio da Companhia", em doação perpétua "até o fim do mundo". O local
era onde se localizava a antiga taba do caçique Tibiriçá, "o glorioso
índio que realizara a aproximação euro-americana e permitira o surto da
civilização no planalto, salvando São Paulo da agressão tamoia de 1562",
segundo as palavras do historiador Taunay.
Somente em 1634, as obras foram terminadas e constituída em Abadia. A
capela fora dedicada a São Bento. Posteriormente, a pedido do Governador
da Capitania de São Vicente, D. Francisco de Sousa, grande benemérito dos
beneditinos, foi mudado o patrono da capela paulistana para Nossa Senhora
de Montserrat. E, 100 anos depois, em 1720, a capela passou a chamar-se de
Nossa Senhora da Assunção, título que se conserva até hoje.
No Capítulo Geral de 14 de maio de 1635, o primeiro Visitador da
Província, o espanhol Fr. Álvaro Carvajal foi eleito o primeiro Abade de
São Paulo.
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