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Galeria Olido
Um dos principais
projetos da Secretaria Municipal da Cultura, afinado com a proposta de
revitalização do Centro, a Galeria Olido tem como focos a difusão e a
produção cultural. Em sua programação serão priorizados projetos
artísticos que retratem a diversidade cultural existente nas grandes
cidades, buscando o diálogo entre suas múltiplas vertentes e combatendo a
formação de guetos de artistas ou de públicos. Servindo como ponto
aglutinador das manifestações culturais das diversas regiões de São Paulo,
a Galeria realizará uma interface com o projeto de descentralização - já
em funcionamento nas casas de cultura, nos núcleos culturais dos CEUs
(Centro Educacionais Unificados) e nas bibliotecas municipais - e
disponibilizará seus espaços para a exibição de obras artísticas
realizadas por grupos que estão inseridos em eixos alternativos de
produção.
A Galeria Olido atuará
ainda como espaço de referência na área da cultura digital. Neste sentido
desenvolverá, em parceria com o Ministério da Cultura e com o projeto
Telecentro da Prefeitura do Município de São Paulo, programas específicos
de inclusão digital que fomentem o desenvolvimento de novas plataformas de
software livre e aperfeiçoamento das já existentes, a produção de
computadores e provedores a partir de componentes reciclados, e a
utilização de suportes digitais para projetos de difusão cultural tais
como a web rádio da Galeria Olido. Os projetos de produção de filmes,
vídeos e CDs nos laboratórios da Galeria também estarão inseridos no
contexto da cultura digital, utilizando softwares livres para sua edição e
finalização.
Cinco
andares para a cultura
A Galeria Olido
contará com 9 mil metros quadrados e cinco andares do prédio onde no
passado funcionou o tradicional Cine Olido. No térreo haverá uma sala de
150 metros quadrados destinada a aulas de dança de várias modalidades; um
posto de informações do Anhembi, responsável por apresentar a cidade aos
turistas; uma sala de registro de depoimentos para o Museu da Cidade; um
posto da Guarda Civil Metropolitana com atendimento 24 horas e um
telecentro. Ainda no térreo, funcionará o Espaço Piolim - centro de
referência para palhaços e técnicas circenses - que terá um palco na
marquise de frente para a rua Dom José de Barros. Na sobreloja, haverá um
salão de exposições, que também poderá ser usado para eventos, além de uma
oficina de reciclagem de componentes de hardware para computadores.
No primeiro andar está instalada uma sala de espetáculos com capacidade
para 300 pessoas e acústica projetada para música. Ainda nesse piso, o
usuário poderá usufruir de um espaço de aproximadamente 400 metros
quadrados dedicado a exposições de artes visuais. O segundo andar tem um
grande espaço reservado à dança contemporânea: quatro salas para ensaios -
onde companhias de dança farão projetos de residência artística - e um
teatro com 128 lugares. No mesmo piso há um cinema com capacidade para 240
pessoas. O último andar abrigará o projeto de cultura digital, incluindo
os laboratórios de produção de áudio e vídeo, o laboratório hacker, salas
de ensaio musical, uma web rádio e um centro de artes gráficas e web
design.
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