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Imigração na
cidade de São Paulo
Saiba um
pouco mais sobre a imigração para São Paulo
Ao longo de seus mais de 450 anos de fundação da cidade de São
Paulo, muitos povos chegaram a capital e assim ajudaram a formar o atual
povo paulistano. As heranças desses povos podem ser vista em diversas
áreas como arquitetura, culinária, e esportes, entre outras.
Atualmente, povos de mais de 70 países se unem para formar a população
paulistana. Os primeiros a chegarem foram os alemães, em 1827, e se
fixaram na região de Santo Amaro e Itapecerica da Serra.
No entanto, a primeira associação para incentivar a vinda de famílias
européias para São Paulo foi criada apenas 59 anos depois, em 1886. Os
asiáticos, principalmente japoneses, começaram chegar na cidade em 1908.
A política de imigração estabelecida pelo Governo do Estado concedia
passagens gratuitas para os imigrantes que viessem de terceira classe. Os
navios desembarcavam no porto de Santos e os imigrantes seguiam para a
capital de trem ou em lombo de animais, e se alojavam na Hospedaria dos
imigrantes.
A Hospedaria, localizada no bairro do Brás (onde hoje se encontra o museu
da imigração), funcionou de 1888 a 1978 e ofereceu aos recém chegados os
serviços gratuitos de alimentação, cama, médicos e contatos com
empregadores. Os viajantes podiam permanecer no local por no máximo oito
dias, até que acertassem seus contratos de trabalho.
Com a chegada dos imigrantes, houve um aumento no desenvolvimento da
cidade e diversificação dos serviços e produtos comercializados.
Na área da cultura, a música clássica foi introduzida pelos alemães e os
italianos trouxeram a ópera e o canto lírico. Nas artes plásticas outros
italianos, Alfredo Volpi e Victor Brecheret, contribuíram para o movimento
modernista. Hoje São Paulo é considerada a capital cultural da América
Latina.
No comércio, os alemães e franceses importavam tecidos e eram padeiros,
confeiteiros e curtidores de couro. Os alemães também eram os principais
responsáveis pela produção de papel e cerveja.
Já os italianos vendiam tecidos e dominavam o comércio de ferragens,
funilaria e calçados. Na indústria, eram os maiores responsáveis pelo
setor alimentício e tecelagem.
Os japoneses que chegaram a São Paulo no início do século XX e começaram a
trabalhar como barbeiros, sapateiros, lavadeiras, diaristas, além de
fazerem produtos artesanais. Se fixaram na região central, nos bairros da
Liberdade e Glicério.
Os imigrantes de origem árabe, quando chegaram a São Paulo, trabalhavam
como mascates. Vendiam chapéus, roupas, relógios, tecidos, jóias e outros
produtos nas regiões de comércio popular, como a 25 de Março. E até hoje
continuam com comércios semelhantes pela região.
Já os judeus, que vendiam roupas e tecidos de alta qualidade, fixaram suas
residências na região de Higienópolis, onde residiam os principais
consumidores de seus produtos, os barões do café. Hoje, o bairro ainda tem
alta concentração de judeus e descendentes.
Na área esportiva, alguns dos principais clubes da cidade foram fundados
por imigrantes árabes, como os libaneses (que fundaram o Monte Líbano e o
Clube Homs) e os sírios, (que criaram o Esporte Clube Sírio).
O Palestra Itália (atual Sociedade Esportiva Palmeiras), o Espéria e o
Juventus, foram fundados por italianos, o Pinheiros foi fundado por
alemães. Os portugueses montaram a Associação Portuguesa de Desportos e os
judeus criaram A Hebraica e o Círculo Macabi.
Na culinária, muitos ingredientes corriqueiros da culinária paulista
tiveram origem árabe, como o arroz, laranja e berinjela, entre outros,
todos eles trazidos na bagagem dos colonizadores portugueses e espanhóis.
Outras comidas, como as massas e pizzas vieram da Itália e se tornaram
especialidade na mesa dos paulistanos. Devido às influências de várias
culinárias, a cidade de São Paulo é considerada uma das capitais
gastronômicas do mundo.
Hoje, São Paulo se tornou exemplo de hospitalidade para outras cidades
brasileiras e de outras partes do mundo. Em poucos lugares todas as
religiões e todos os povos podem conviver harmoniosamente.
Diferentes culturas, hábitos, religiões e tradições foram trazidos com os
primeiros imigrantes e se incorporaram na vida do povo paulistano. Agora
já podem ser consideradas tradições paulistanas.
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