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Avenida
Paulista
De região residencial luxuosa a centro financeiro
do Brasil
A Avenida Paulista é o principal símbolo da cidade de São Paulo. O velho e
notório título que a ostenta como “a mais Paulista das Avenidas”, ainda
veste-a perfeitamente bem.
Com mais de um século de história, a Avenida Paulista é considerada o
centro financeiro da cidade. Dezenas de bancos, financeiras e escritórios
das mais diversas áreas de atuação foram erguidos em suas margens. Essa
característica originou o apelido de “A 5ª Avenida Brasileira” – alusão à
famosa “5th avenue” de Nova Iorque.
Diariamente, milhares de pessoas transitam pela Paulista, em um movimento
caótico de massas humanas apressadas. Anônimos que já fazem parte do
cartão postal da cidade. No entanto, a Paulista não fora sempre assim.
Vale destacar que sua construção e inauguração se deram quando a população
de São Paulo não passava de cem mil habitantes. Nos derradeiros anos do
século XIX, passavam pela avenida bondes, carruagens, cavaleiros e
pedestres.
A Avenida Paulista foi projetada pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio
de Lima. O projeto visava a construção de uma extensa via plana (2,8 km),
arejada e embelezada com um largo canteiro central de jardins, ao estilo
das avenidas européias. Em 1909, o local se tornou a primeira via pública
asfaltada do Estado de São Paulo.
A consolidação da imagem atual da Avenida Paulista – “símbolo” da cidade –
se iniciou com a inauguração do Parque Trianon, em 1916. Além de uma
extensa área verde, o local contava com um Belvedere, onde as pessoas
aproveitavam do restaurante e de um salão de festas. O ambiente logo se
tornou ponto de encontro e reuniões da elite paulistana. Em 1950, o
mirante foi derrubado para a construção do MASP.
No início do século XX, os barões do café iniciavam um processo de
migração do interior do Estado de São Paulo para a Capital. Na cidade, a
recém-chegada elite cafeeira ergueu opulentos palacetes das mais diversas
composições arquitetônicas européias. Na época, a Avenida Paulista se
transformava num dos grandes empreendimentos residenciais de luxo da
cidade.
Durante anos, a Paulista foi uma região tipicamente residencial. A
verticalização das construções (prédios), até então proibida, começou a
acontecer por volta da década de 1950, e o início do comércio às margens
da Paulista, em 1960. As mansões começavam a ser substituídas pelos
prédios residenciais e comerciais.
Na década de 1990, a Avenida Paulista recebeu outro título. Ela passou a
ser conhecida como “A Wall Street Brasileira” – mérito pela sua
importância comercial e financeira.
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