|
A intenção desses grupos é humilhar e segregar Paulistas que
moram em Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina.
Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, muitos
cidadãos Paulistas (da capital e interior) que moram em
Florianópolis são perseguidos freqüentemente por membros
desses grupos.
Pichações em portas de banheiros na UFSC como "Os paulistas
são os nordestinos de Floripa" e respostas como "Só que eles
só dominaram favelas e nós vamos dominar tudo" ilustram muito
bem a real situação que vivem os estudantes desta
Universidade. Alunos Paulistas são acusados de "roubar" vagas
de catarinenses. Dos 606 candidatos de São Paulo, 597 foram
aprovados em 2005 e 2006.
Uma estudante de São Paulo diz já ter sido xingada de "Haole"
(estrangeiro, em havaiano) ao estacionar seu carro com placa
de São Paulo na praia da Armação.
"São caras que, quando vêem um paulista, querem grudar no
pescoço, mandar embora." Os ilhéus (quem nasceu na ilha) mais radicais filiados à "Fora Haole"
vendem adesivos e camisetas, picham muros, hostilizam pessoas
de fora nas boates e no trânsito. "Dar informação errada ou
não ajudar é normal", diz Cristiano (florianopolitano), que
preferiu não revelar seu sobrenome.
Conforme apurou o SÃO PAULO Metrópole, o comportamento
dos adeptos à movimentos como o "Fora Haole" é de segregação e
de profundo ódio. Em uma página de um movimento
"anti-forasteiros", os "manezinhos"
(como também são conhecidos os que nascem na ilha) classificam os
Paulistas de "raça folgada".
Alguns "filiados" a esses
movimentos dizem que deveriam anotar as placas de carros
vindos de São Paulo e a descrição do carro e do motorista,
insinuando que mesmo a placa sendo transferida para Santa
Catarina, eles ainda tivessem meios de perseguir e "pegar"
essa pessoa.
Resposta
Em outras páginas, Paulistas indignados com o fato dizem que o
certo seria "fazer o mesmo com catarinenses na USP",
ainda em
reposta a tais atos outra pessoa diz "Sofrem em outros Estados o
que os americanos sofrem fora dos EUA, somos todos vítimas da
burrice alheia que prega racismo, algo parecido com o que
acontece com argentino que vem para o Brasil. Todos não passam
de ignorantes e estúpidos, por terem raiva de algo que nem
sabem o que é..." .
Outros ponderam: "São Paulo realmente é muito diferente do
resto do Brasil, aqui temos uma cultura de abraçar as pessoas,
todos que vem de fora. Nesse caso de SC, o negócio é não ligar
pra isso, não é bom revidar. Se está sendo maltratado é só
sair, voltar pra São Paulo ou ir pra outro Estado, onde seja
melhor acolhido. Agir igual a eles, revidando só faz piorar a
situação".
|