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Cem anos de Adoniran Barbosa no Parque do Ibirapuera

Artistas como Arnaldo Antunes, Demônios da Garoa e Jair Rodrigues,  prestam homenagem a este grande nome do samba paulista.

Neste domingo, dia 25, a cidade de São Paulo rende uma grande homenagem ao sambista paulista Adoniran Barbosa que se estivesse vivo completaria 100 anos de idade em 2010. O evento será realizado na área externa do Auditório Ibirapuera a partir das 11h e é gratuito.

A Orquestra Arte Viva, sob regência do Maestro Amilson Godoy sobe ao palco às 11h. O grupo apresentará trechos das principais músicas de Adoniran. Em seguida, Eduardo Gudin sobe ao palco para cantar “Abrigo de Vagabundo” e “Armistício”, música composta por ele em parceria com o homenageado. “Já Fui uma Brasa” e “Mulher, Patrão e Cachaça” serão entoadas por Arnaldo Antunes, logo depois que Gudin deixar o palco. Eduardo Gudim e Vânia Bastos também participam da homenagem.

Jair Rodrigues toma conta do microfone para fazer o público se emocionar e cantar a famosa canção “Tiro ao Álvaro”, além de “Bom Dia Tristeza”. Em seguida, Patty Ascher canta “Acende o Candieiro” e “Fica Mais um Pouco, Amor”. Roger, vocalista da banda Ultraje a Rigor, também participará do show com os sambas “do Arnesto” e “do Italiano”. A bela voz de Vânia Bastos será ouvida em “Tocar na Banda” e “Luz da Light”.

Os últimos a se apresentar serão os grupos musicais paulistanos Língua de Trapo, com “As mariposa” e “Um samba no Bixiga”, e Demônios da Garoa, com “Saudosa Maloca” e “Trem das Onze” – essa última, em um emocionante encerramento junto com todos os artistas participantes.

Serviço
Homanegem a Adoniran Barbosa
Dia 25 de abril (domingo)
Horário – a partir das 11 horas
Local: Área externa do Auditório do Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2 do Parque do Ibirapuera
Entrada Gratuita

Jazz sinfônica e Fabiana Cozza celebram o centenário de Adoniran Barbosa e Noel Rosa no Auditório Ibirapuera

Nesta sexta-feira, 23/4 e sábado, 24/4, às 21h00, no palco do Audiório Ibirapuera, a Jazz Sinfônica e a cantora Fabiana Cozza celebram o centenário de dois mestres maiores da música brasileira; Noel Rosa e Adoniran Barbosa, artistas contemporâneos, com vidas paralelas – Noel Rosa no Rio de Janeiro e Adoniran em São Paulo, os dois foram levados ao mesmo destino, à popularidade nacional.

O samba é a matéria-prima das composições imortais para os arranjos inspirados dos excelentes músicos: Tiago Costa, Rodrigo Morte, Maurício de Souza, Marcelo Ghelfi , Fernando Correa e Todd Murphy .Além do arranjo especial de Cyro Pereira na composição “As Rosas do Noel” e a excelente apresentação da orquestra ,conduzida por João Maurício Galindo. (mais…)

Museu do Bexiga reabre após 5 anos fechado

Considerado o mais antigo memorial de bairro de São Paulo, o museu tem um acervo expressivo com 8 mil fotografias e 1,5 itens no acervo, entre eles objetos do compositor Adoniran Barbosa. Entre todos esses itens existe um em especial, o kit completo de um  soldado “bexiguense” revolucionário de 1932.

Paulo Santiago, presidente do museu, tem projetos ambiciosos para movimentar o espaço: restaurar o imóvel, digitalizar o acervo fotográfico e oferecer curso na área de gastronomia, numa cantina-escola. Quer também implantar uma lojinha com souvenirs alusivos à imigração italiana.

O Museu Memória do Bexiga fica na Rua dos Ingleses, 118 – Bela Vista

Informações (11) 3262-3156 – Horário de Terça a Sexta-feira, das 14h. as 18h. Grátis

Carlinhos Vergueiro e Quinteto em Branco e Preto cantam Adoniran Barbosa

Nesta sexta-feira, 05/3, às 21h00, Carlinhos Vergueiro e Quinteto em Branco e Preto apresentarão musicas em homenagem histórica ao sambista símbolo de São Paulo Adoniran Barbosa.

Apesar da diferença de gerações – quando se conheceram, em meados da década de 1970, Carlinhos Vergueiro era ainda um garoto com seus 20 e poucos anos de idade e “seu” Barbosa já um ranzinza sexagenário –, os dois sambistas cultivaram uma amizade fraternal, que gerou, além de inúmeras boas histórias, a parceria no hoje clássico samba Torresmo à Milanesa.

A escolha do Quinteto em Branco e Preto, bandeira jovem do samba paulista, também não é ocasional. Pelão, produtor de Adoniran na época já  produziu inúmeros shows do sambista, sabia o valor que o artista dava às novas gerações e hoje, ninguém melhor do que o conjunto de Magnu Sousa, Vitor Pessoa, Maurilio de Oliveira, Everson Pessoa e Yvison Pessoa, para representá-la.

É essa a essência do espetáculo que a platéia poderá conferir no SESC Pinheiros: No centenário de Adoniran, sua obra continua jovem, mais jovem do que nunca. O espetáculo oferece às gerações, desta e de outras épocas, a possibilidade de apreciar, cantar e lembrar do músico Adoniran. (mais…)

Bixiga, 131 anos de fundação

Já foi um lugar de negros fugitivos, mas ganhou fama  pela presença da imigração italiana, dos calabreses, que nele foram instalando inúmeras  cantinas.

O 1º de outubro, considerada a data oficial do bairro, foi o dia em que o imperador Dom Pedro II oficializava num terreno entre as ruas Abolição, Major Diogo, Santo Antonio e São Domingos a construção da Santa Casa de Misericórdia, doado por Antônio José Leite Braga proprietário de vários terrenos na região. Contudo, alguns médicos acharam que ali não era o lugar apropriado para abrigar um hospital e este foi construído na Vila Buarque.

Por que Bixiga? Algumas hipóteses: A primeira diz que os negros que contraiam varíola (bexiga) eram isolados na Baixada do Piques. A segunda é que na região da Rua Santo Amaro existiu um matadouro onde se vendiam bexigas de bois e uma terceira  hipótese ganhou este apelido  de José Bexiga que era dono da estalagem do Bexiga. O nome “Bixiga” não existe oficialmente.

O certo que o bairro ficou mesmo  famoso por suas cantinas, restaurantes e pizzarias,  tornando-o no  inicio da década de 1990 um dos lugares mais badalados de São Paulo, com inúmeros bares com música ao vivo, em especial com cantores de MPB.

Bixiga do café Piu-Piu, do Café do Bexiga, dos inúmeros karokês que existiram na Rua Rui Barbosa.

Bixiga da Igreja e festa da Achiropita, da feirinha de antiguidades na Praça Dom Orione, das lojas de antiquários que funcionam em alguns casarões que  resistiram ao tempo.

Bixiga dos pães italiano, da Padaria 14 de Julho,  São Domingos, Basilicata e Italianinha.

Bixiga dos teatros Oficina, TBC  e Zaccaro (os dois últimos infelizmente fechados). Da danceteria Aquarius que funcionou, no final da década de 1970, no Teatro Zaccaro.

Bixiga do Armandinho do Bixiga , do Adoniram Barbosa e de Dona Yayá.

Bixiga do Vila Tavola, Speranza, Conchetta, Roperto e tantos outros pequenos restaurantes, bares e pizzarias.

Bixiga da Escola de Samba Vai-Vai.

Contudo, esta Bela Vista do Bixiga precisa ser melhor cuidado e o melhor presente que as autoridades poderiam dar a este bairro tão tradicional é a limpeza urbana, pois o bairro anda muito sujo e o tombamento de muitos imóveis importantes que ainda contam a história deste lugar bucólico.

Parabéns Bixiga!!!

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